sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Desculpa...

Desculpe-me, por lhe tornar isto,
O meu eu...
Desculpe-me, por amar
Não só a ti,
Mesmo sendo você o que mais amo.

Desculpe-me, sonhar alto,
E exigir demais de ti,
Quando nada podíamos fazer mais.

Desculpe-me, por lhe mostrar esse lado...
Um lado melancólico e horrível da vida,
Quando tua realidade, ate então, era a das melhores.

Me desculpe por isto, e mais.
Mas me PERDOE por não mudar,
Por não me tornar o que tu sempre sonhou.

Perdoe-me por estas coisas.
Mas nunca, por nada
Me peças tal perdão...

By: Hannah Cesar Pereira Afonso 

Uma Desnecessária Existencia

E no meio a lagrimas
Solto um sorriso tímido,
Meio de lado, disfarçado.
Enxugando o rosto molhado,
Deito-me
E esqueço que nasci...

Não estou pronta para acordar.
Quero continuar sonhado
De olhos abertos,
Ate dormir,
E não mais roubar teu ar.

Porem meu desejo
É uma faca de dois gumes,
Mata a mim, e fere a ti,
Desculpe-me por existir...

By: Hannah Cesar Pereira Afonso 

Simplesmente o resto

Quando você sonha
Você não pensa em acordar,
Você não quer acordar.
Mas algo te puxa pra cá...

O inferno da realidade,
O resto da humanidade,
O grito da raça esquecida
Ao meio do lixo...

Sou isto que você pensa
Mas não vê.
Sou a droga mofada e estragada
Sou isto, só isto...
Um alguém vivo, esperando a morte

No meio ao desespero pelo futuro,
Vem a magoa do presente,
E a perseguição do passado,
Que nos puxa mais uma vez pra baixo,
Te despedaça, e te acaba...

Sou o resto,
O inferno da realidade,
O resto da humanidade,
Sou isto... o resto...

By: Hannah Cesar Pereira Afonso